Moradores do CDHU protestam na Câmara contra juros abusivos

Por JOÃO RENATO AMORIM 05/02/2020 - 22:30 hs

A Câmara Municipal de Arujá retornou aos trabalhos, hoje (5/2), no último ano de sua 14ª legislatura. Além dos assuntos da pauta, um grupo de aproximadamente 30 pessoas presente nas galerias da casa de leis chamou a atenção. Eram moradores do conjunto habitacional do Jardim Emília, gerida pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU). Com cartazes, eles reclamavam de aumentos escorchantes dos juros das parcelas dos imóveis.

Durante a sessão, vereadores se manifestaram com promessaspara solucionar de imediatoa questão. Em determinado momento, o presidente do legislativo arujaense, Gabriel dos Santos (PSD), resolveu suspender os trabalhos para atender à reivindicação dos inquilinos. No encontro reservado, compareceram os demais pares e também o secretário municipal de Habitação, José Orlando da Silva. Passados alguns minutos, ambas as partes chegaram a um acordo. O titular da pasta se comprometeu a trazer um representante da CDHU à cidade para tentar reverter tal abuso.

Mesmo não sendo o órgão competente, os moradores decidiram se organizar e ir à Câmara com fins de encontrar uma solução, segundo o vereador Renato Caroba (PT). Para calcular os juros da mensalidade, explicou o vereador, é usado como base pela CDHU a taxa básica do IPC-FIPE (Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) que foi de 4,4% em 2019. O problema é que houve um aumento de até 30% para os habitantes do conjunto do Jardim Emília. A primeira mensalidade começará a ser paga no dia 10. O vereador Rafael Laranjeira (PSB) assegurou que a Câmara sempre estará de portas abertas para essas pessoas e não estabeleceu um prazo para a reunião entre os moradores e o representante da CDHU.